7 de maio de 2020

"Economia também é vida", diz Bolsonaro em reunião com empresários no STF


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi a pé ao Supremo Tribunal Federal (STF) acompanhado do ministro da Economia, Paulo Guedes, e de um grupo de empresários, nesta quinta (7). Eles foram recebidos em uma audiência pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. “Nós devemos salvar a economia, porque economia é vida”, disse Bolsonaro.
Sempre disse que as duas coisas [vida e economia] deveriam ser tratadas com responsabilidade.” O presidente também afirmou que irá seguir a orientação de Guedes e vetará a possibilidade de reajuste de algumas categorias de servidores, aprovado pelo Senado nesta quarta (6) no pacote de ajuda aos estados e municípios.
O presidente defendeu a abertura da economia o "mais rápido possível". “Viemos aqui mostrar ao presidente do STF, o que está passando a atividade econômica no Brasil.”
Colapso da economia
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a economia está colapsando. “Embora nós tenhamos lançado de 2 ou 3 meses de medidas [contra o novo coronavírus], talvez os sinais vitais [da economia] não consigam ser preservados. A verdade é que talvez não seja possível preservar os sinais vitais. Talvez seja o caso de colapso total”, disse.
"A economia está começando a colapsar. Não queremos virar uma Venezuela", afirmou o ministro. 
De acordo com a assessoria do STF, a audiência foi marcada de última hora. O grupo atravessou a pé a Praça dos Três Poderes, em Brasília. Eles saíram do Palácio do Planalto e foram ao Supremo, que fica do outro lado da praça, acompanhados de seguranças. A audiência foi agendada após o presidente se reunir com os empresários no Planalto para discutir ações na área da economia que poderão ser implementadas no período de pós-pandemia. 
A CNN apurou que, no Planalto, os empresários reunidos com o presidente falaram da importância de reabrir o comércio, reclamaram que mesmo com medidas anunciadas, o crédito não chega na ponta, pediram prorrogação de pagamento de impostos, defenderam compra de títulos privados pelo Banco Central (BC), e sugeriram mecanismos de prevenção para retorno do trabalho.
Veto ao reajuste dos servidores
Seguindo a sugestão do Ministro da Economia, Bolsonaro disse que irá vetar o reajuste de servidores públicos, que estava previsto no pacote de ajuda aos estados e municípios aprovado nesta quarta-feira (6) pelo Senado. O texto segue, agora, para a sanção ou veto do presidente da República.
“Eu estou sugerindo ao presidente que vete, que permita que essa contribuição do funcionalismo público seja dada, afirmou Guedes. Ao vetar o reajuste salarial, algumas categorias profissionais não vão receber aumento até dezembro de 2021.
Na votação do projeto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) retirou do grupo de exceções, que a Câmara havia permitido que ficasse de fora do congelamento, apenas os policiais legislativos. Ele manteve professores, policiais federais, técnicos e peritos criminais, além de trabalhadores de limpeza e assistência social entre os que terão aumento até o fim de 2021, “desde que diretamente envolvidos no combate à pandemia da Covid-19”.
O texto já trazia a permissão de aumento salarial aos servidores da saúde, da segurança pública e das Forças Armadas. Os demais funcionários públicos devem, por fim, ter o congelamento de salários por 18 meses.
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