14 de agosto de 2017

Serra Talhada: Na falta do município, moradores tentam se unir para ‘salvar a Concha’

Um desabafo do organizador do festival ‘Cantando na Concha’, o músico José Orlando,  na noite deste domingo marcou o evento. 

Do Caderno1
Orlando é proprietário de um barzinho na Concha Acústica, área central da cidade, em verdade o Marco Zero de Serra Talhada, e vem sofrendo com o exagerado consumo de drogas no local e o trânsito excessivo de motos em um local que é de circulação proibida para veículos.
Mais que Orlando, sofre os moradores da história praça, que assistem a degradação da mesma dia a dia.
Em tempos recentes a Concha Acústica figurou como o principal ponto turístico de Serra Talhada. “A área mais bucólica da cidade”, comentavam seus moradores e visitantes. Na praça ficava localizada a sede da centenária Filarmônica Vilabelense, atelier de artista plástico e, a extinta Casa da Cultura instalou lá a CASA DO ARTESÃO, que foi inaugurada em n2008 e funcionou até o final de 2016.
O Município, naquela oportunidade permitiu a administração do espaço pela Casa da Cultura que realizava mensalmente uma feira de artesanato e a exibição de filmes, com o projeto ‘Cinema em Todo Lugar’. Também foram promovidas melhorias na praça, como pequenas reformas e pintura do piso.
A partir do final de 2013 a Casa da Cultura perdeu a capacidade de continuar cuidando do espaço, exatamente por falta de apoio da Prefeitura Municipal e pouco a pouco a Concha Acústica foi sendo ‘abandonada’ pelo poder público e agora passa por um processo de degradação, que preocupa os moradores e a população.
Um movimento vem sendo feito pelos moradores em busca de dar mais segurança, já que a Concha Acústica transformou-se em local para consumo de drogas.
É muito difícil ver pessoas que contribuíram tanto para a Concha e hoje se quer poder sair na calçada com medo. Os moradores da Concha sequer estão podendo aproveitar o dia, eles só saem de casa quando há algum evento. Gostaria de pedir respeito quanto ao uso de maconha e ‘tontos’ que andando de moto, empinando no meio da concha. Os moradores estão presos em suas próprias casas. A culpa não é da polícia, tenho um barzinho aqui e eles veem até aqui todos os dias, mas nós vamos nos reunir para colocar câmeras de segurança em pontos estratégicos da praça. Eu mesmo irei instalar”,  desabafou José Orlando na abertura do evento deste domingo.
Alguns moradores são céticos: “a instalação das câmaras vai servir para dar o sentimento de segurança aos moradores, mas não vai devolver a condição de ‘cartão postal’ da nossa Concha, é lamentável ver um ambiente como esse sofrer tanto abandono do poder público”, declarou Tarcisio Rodrigues, morador da praça, e ele acrescenta: “depois que a Casa da Cultura teve que fechar a Casa do Artesão e deixou de atuar na Concha, já vimos o poder público municipal anunciar diversas ações para o local… nenhuma delas saiu do papel, ficou só na promessa. Até mesmo a sede da Filarmônica, resolveram fazer uma reforma que não acaba mais… está lá, deteriorada e abandona”, disse. Para Rodrigues é preciso que a Prefeitura marque presença no local, “ocupe o espaço e dê seguranças, não só para os moradores, mas também para os que frequentam o local”, concluí.

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