24 de agosto de 2017

SDS cogita uso de drone por polícias

Grupo de trabalho foi criado para estudar normas e preços. Equipamento já foi testado em operação em junho e teve êxito



Da Folha de Pernambuco

A Secretaria de Defesa Social (SDS) está avaliando a possibilidade de usar drones em operações policiais, resgate e monitoramento e outras ações em segurança pública. Uma portaria assinada pelo titular da pasta, Antônio de Pádua, e publicada ontem no Boletim Geral da secretaria instituiu um grupo de trabalho (GT) que elaborará um projeto de aquisição e normatização do uso de aeronaves remotamente pilotadas (RPA, na sigla em inglês), como são chamados tecnicamente os equipamentos.


Polícias como a Civil da Bahia, a Rodoviária Federal de Mato Grosso do Sul e a Federal do Ceará são algumas que já fazem uso sistemático ou experimental de drones. Em Pernambuco, um veículo aéreo não tripulado chegou a ser testado em maio, durante uma operação que investigou o roubo a uma distribuidora de água na Imbiribeira, Zona Sul do Recife.

As imagens feitas de cima contribuíram para a prisão de um suspeito no bairro do Ibura, na mesma região da Cidade. Nelas, é possível ver o drone seguindo um carro, que estaciona em frente a uma casa. 
Alguém desembarca. Pouco depois, policiais chegam e ficam perto do portão, enquanto o equipamento sobrevoa a parte de trás do imóvel, monitorando uma eventual tentativa de fuga. O homem acabou preso e confessou ter participado do crime, ocorrido em outubro de 2016.
“O uso do drone foi bastante positivo porque conseguimos analisar previamente o local da abordagem e monitorar em tempo real as possíveis rotas de fuga. A casa do suspeito era distante cerca de 50 metros do muro da entrada. Enquanto a polícia chegava, ele poderia ser alertado por alguém, pular o muro, que é baixo. Tivemos êxito na captura”, disse, na época, o delegado do Cordeiro, Carlos Couto.

O projeto experimental foi tão bem avaliado que, agora, deve se estender para outros órgãos operativos da SDS. O GT é composto por dois tenentes-coronéis e um major da Polícia Militar, um major do Corpo de Bombeiros, um comissário e um delegado especial da Polícia Civil e um perito criminal da Polícia Científica. Os trabalhos serão supervisionados pela secretaria executiva de Defesa Social. 

A conclusão das atividades deve ocorrer até o próximo dia 6, daqui a duas semanas. O grupo terá que apresentar uma média de preço dos equipamentos no mercado, à luz dos investimentos previstos no Plano de Segurança Pública anunciado pelo Governo do Estado no primeiro semestre, além de uma minuta do termo de referência para uma eventual licitação, de uma proposta de normas para o emprego dos drones pela SDS e de um plano de capacitação e seleção para servidores que os pilotarão.

Em nota, a SDS informou que “busca constantemente a qualificação, aprimoramento e modernização do trabalho de segurança pública” e que “a aquisição e utilização de novos equipamentos tecnológicos, como as aeronaves remotamente tripuladas, é mais um recurso no apoio às investigações e combate à criminalidade”.

A secretaria também reforçou a criação do GT como “primeiro passo nesse sentido”, que vai permitir “conhecer os tipos de equipamentos mais adequados e projetar seu melhor uso dentro das necessidades de cada ação desenvolvida”. Por fim, a pasta esclareceu que os drones podem dar apoio, por exemplo, a resgates de emergência, policiamento ostensivo, monitoramento da orla, levantamento e mapeamento de áreas de riscos e aproximação em locais de difícil acesso.



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