26 de maio de 2016

O REINO ENCANTADO DE SÃO JOSÉ DO BELMONTE





O REINO ENCANTADO DE SÃO JOSÉ DO BELMONTE



Com o tema “ROMANCE DA PEDRA DO REINO E O PRÍNCIPE DO SANGUE DO-VAI-E-VOLTA” obra de autoria do mestre Ariano Suassuna;  tendo a Igreja Matriz enfeitada com flâmulas medievais encarnadas e azuis, com meias-luas, estrelas, cruzes de malta e outros ícones armoriais, São José do Belmonte, no Sertão Central pernambucano se prepara para os  festejos que marcarão a XXIV Cavalgada à Pedra do Reino no próximo dia 29 de maio.

A festa de mouros e cristãos, realizada anualmente no último fim de semana de maio, é uma homenagem às tradições ibéricas e busca inspiração na temática das cavalhadas. Especialmente na lenda “Carlos Magno e os 12 pares de França” – bastante propagada nos cordéis nordestinos – e no sebastianismo, que dá conta de que em 1578, Dom Sebastião, então rei de Portugal, montado no seu cavalo branco, empreendeu uma cruzada com numeroso exército de soldados cristãos para recuperar os territórios portugueses do norte da África, ocupados pelos mouros. Desaparecido misteriosamente na batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos, Dom Sebastião foi dado como morto, mas espalhou-se pelo mundo a expectativa por seu retorno.



A crença na volta do rei teve muitos seguidores em Portugal e no Brasil, principalmente no Nordeste. Um desses movimentos aconteceu exatamente na Serra do Catolé, em Belmonte, no ano de 1838. Era o Reino Encantado da Pedra Bonita, que pregava o retorno de Dom Sebastião mediante o sacrifício da lavagem da pedra com sangue dos fanáticos.


É esse episódio sangrento que é relembrado com festa, envolvendo toda a população local. É neste período que Belmonte acolhe e se deixa ocupar por centenas de vaqueiros, aboiadores  amantes de cavalgadas que chegam à cidade para celebrar a história e a cultura sertaneja.


Ao som da filarmônica de São José e da banda de pífanos do mestre Ulisses, homenageado da Cavalgada, os cavaleiros do azul (cristãos) e do encarnado (mouros) irão ganhar as ruas da cidade na tarde do sábado para realizarem a tradicional Cavalhada intitulada de Zeca Miron, cujo nome reporta ao vaqueiro que ajudou no resgate deste tradicional folguedo. Vale aqui lembrar que a Cavalhada é uma celebração portuguesa tradicional que recria os torneios medievais e as batalhas entre cristãos e mouros da Península Ibérica. 
O evento terá início quando os cavaleiros mascarados sair às ruas convidando a população a participar da disputa entre mouros e cristãos que irá acontecer.

Já no estádio Carvalhão, os 12 cavaleiros montados e paramentados com seus vistosos trajes darão início à competição onde consagra o grupo que conseguir, enquanto corre, alcançar o maior número de argolas e realizar, com sucesso, a passagem das lanças por cima do portal armado.



Alvorada e benção dá início a Cavalgada


O domingo antes do amanhecer os primeiros vaqueiros começarão a se organizar em frente à Igreja Matriz para receber a benção do padre da Paróquia São José. Todo último domingo de maio é assim. Sem a benção, ninguém sobre tranquilo a Serra do Catolé, ninguém cavalga em festa até a Pedra do Reino.

Pontualmente, às cinco horas da manhã ao romper da aurora, sob o pipoco dos fogos de artifícios, com o badalar dos sinos da velha matriz, começará a ecoar pelas ruas o som bonito dos pífanos da banda do mestre Ulisses. E já muito cedo a dupla de aboiadores de Serrita terá participação garantida no referido evento onde recepcionará todo o séquto real, rei, rainha, sua guarda de honra (os doze pares de azul e encarnado), os porta-bandeiras, os cavaleiros e vaqueiros, e emocioná-los ao entoar a “Cantiga Sebastianista.”

Do centro de Belmonte até a Pedra do Reino, os participantes enfrentarão um percurso de 27 quilômetros sob o sol do sertão. Nas duas paradas, que fazem antes de chegarem ao destino, como acontece todo ano haverá música, churrasco, bebidas e sorteio de brindes. No palco montado no Sítio histórico da Pedra do Reino, o forró e as toadas sertanejas encerrará a maior festa da cultura do povo belmontense.

A Cavalgada à Pedra do Reino, hoje consagrada como o maior evento do município de São José do Belmonte é também uma festa de boas-vindas aos visitantes. Muitos são filhos de Belmonte espalhados por todo o Brasil aproveitam os festejos para voltar à terra natal, rever os seus e manter viva a tradição. 


                                                                    Valdir José Nogueira de Moura
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