9 de abril de 2016

Jarbas: "Eduardo Cunha contamina processo de impeachment"




Jarbas: "Eduardo Cunha contamina processo de impeachment"


No documento de defesa da presidente Dilma Rousseff, apresentado no dia 4 de abril, à comissão do impeachment pelo chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, o nome de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, responsável por acolher o pedido de impedimento, aparece 113 vezes. É mais citado que “Dilma Rousseff” (37 vezes), a presidente que o documento busca defender. A contagem de palavras sugere que o principal argumento da AGU contra o impeachment de Dilma não está no que Dilma fez ou deixou de fazer, mas em quem acolheu a denúncia.

Cunha acolheu o pedido de impeachment de Dilma horas depois de perder o apoio do Partido dos Trabalhadores na Comissão de Ética da Câmara, que julga a cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar. Em março, ainda tornou-se réu do processo da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. Enquanto luta pela sobrevivência, conduz o impeachment dentro de regras determinadas pelo Supremo. O julgamento de Dilma é comprometido pela condução de Cunha? Leia mais aqui.
ÉPOCA – Eduardo Cunha tem legitimidade para presidir a Câmara dos Deputados no processo de impeachment de Dilma Rousseff?
 Jarbas Vasconcelos – Não. Cunha chantageou o governo e um colégio de líderes, que acreditou que ele, pela experiência, levaria o processo de impeachment a bom termo. É uma ilusão. A gente perdeu o segundo semestre do ano passado conversando com ele, até concluir que ele não levaria nada adiante. Cunha é uma pessoa sem escrúpulos, sem palavra e sem formação. Fará o que puder para retardar o andamento do processo contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF). Quer salvar sua pele.
ÉPOCA – Se o presidente da Câmara fosse outro, o processo de impeachment correria de outra maneira?
 Vasconcelos – Correria com mais transparência. Se, em minha opinião, ele não tem condição de presidir a Casa, como poderá conduzir um processo de impeachment, difícil e incomum? Cunha é réu na Lava Jato, no Supremo. Se o julgamento de Dilma fosse conduzido por alguém sem essa carga, a população se aproximaria muito mais das decisões.
ÉPOCA – Depois de instalada a comissão do impeachment e apresentado o relatório, ainda faz diferença ao julgamento de Dilma se Eduardo Cunha é o presidente da Câmara?
 Vasconcelos – Faz muita diferença. Cunha teve influência na presidência da comissão do impeachment e, sobretudo, na relatoria. O relatório que pede a saída de Dilma é indiretamente dele. É ele quem determina quando há sessões plenárias, usadas para apressar ou atrasar o andamento do processo. 
ÉPOCA – Cunha torna o resultado do processo de impeachment juridicamente contestável? 
 Vasconcelos – Do ponto de vista jurídico, ele não macula de morte, não atinge de morte o processo de impeachment. Moralmente, é uma excrescência, uma coisa esdrúxula, um possível afastamento da presidente ser comandado por Cunha. Quem assiste à TV Câmara e vê aquela figura presidindo a comissão percebe que tem algo errado. Ele é um psicopata.
ÉPOCA – Cunha deveria ser julgado antes do impeachment de Dilma?
 Vasconcelos – Cunha não tem condições de presidir a Câmara, tampouco conduzir o processo de impeachment. Mas, infelizmente, não dá para cuidar disso agora. Seria desviar a atenção. O principal é julgar Dilma.
ÉPOCA – O impeachment de Dilma faria a sociedade esquecer o julgamento de Cunha?
 Vasconcelos – Pelo contrário. O sentimento de que é preciso se livrar de Cunha está se avolumando. Quem vai aos protestos nas ruas é gente com nível, com instrução. Essas pessoas perguntam: como a gente aguenta um camarada desses? Um bandido desses? Não tenho dúvidas de que, resolvida a questão do impeachment de Dilma, a Câmara se voltará para resolver o problema de Cunha.
ÉPOCA – Se Dilma cair, Cunha pode ser o segundo na linha sucessória. Isso não serve para muitos como um argumento contra o impeachment?
Vasconcelos – Imagine só! Sem Dilma, Cunha passaria a ser uma espécie de vice-presidente da República! Tem anomalia pior? Precisamos cuidar logo disso.  
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