4 de novembro de 2015

Blog do Recife descobre o verdadeiro criador do Xaxado dançado em Serra Talhada



Romualdo Freitas é sertanejo de Arcoverde. Teatro e dança, artes em geral, sempre lhe atraíram. Tanto, que nos anos 80 ingressou na Troupe Teatral Espantalho de sua cidade e começou também, a se interessar pelas pesquisas de arte tradicionais nordestinas. Aprendeu danças em diversas oficinas, entre elas, as de Alexandre Macedo e Arruda Conrado. Criou o Balé Farra Faceira de Arcoverde e ainda montou um espetáculo. Desde então não parou. Xaxado é uma das suas paixões.

Em Tuparetama, cidade do Sertão Pajeú, montou várias oficinas em parceria com Fabian Queiroz. E foi aí, que surgiu a Companhia de Danças Populares de Tuparetama, a de Buíque e depois a de Petrolina. Ampliou seus ensinamentos para os Estados de Rio Grande do Sul, São Paulo e Acre, onde mora atualmente levando a cultura nordestina. Ali, idealizou o Grupo de Danças do Projeto Beija Flor. Os acreanos – diz – absorvem bem a nossa cultura, principalmente do Ceará de onde foram os soldados da borracha utilizados na exploração do látex. Então, para aceitar o Xaxado foi fácil. Entretanto, pratica-se muito pouco e como em qualquer outro lugar do país, a exceção do Nordeste, tudo vira forró.

Nas oficinas de Xaxado, a dança preferida dos cangaceiros, Romualdo destaca seu aluno mais famoso, Karl Marx, que faz o papel de Lampião, no Grupo de Xaxado Cabras de Lampião, de Serra Talhada, criado por sua família. A coreografia é praticamente a deixada por ele.

Para Romualdo que pesquisa dança e arte, o Xaxado é um resultado de um misto de diversas manifestações das culturas e dos povos e não criação de uma pessoa. E lembra a semelhança entre os movimentos dos pés que existe entre o Xaxado e o Toré, dança das várias tribos indígenas da região. (Aliás, essa origem, é defendida por Luiz da Câmara Cascudo, respeitado folclorista potiguar). Nessas oficinas, adotamos nomes para alguns passos já utilizados Sertão à fora e terminaram sendo referências na dança, a exemplo de “Ataque”, “Recuo”, “Vitorioso” , “Miudinho” e “Corta-jaca”…

O mais relevante na questão Xaxado em Pernambuco, é o fato do interesse que ele deflagra o fenômeno da dança como manifestação da identidade sertaneja, principalmente em Serra Talhada e cidades do seu entorno, tenha se dado por conta do surgimento dos Cabras de Lampião, que irradiou um sem número de grupos extrapolando, inclusive as fronteiras estaduais. No entanto, criou-se uma reprodução estética e dramatúrgica que talvez careça de um olhar inovador. Unir tradição e modernidade deixando de ser um tema para academia e incorporando-se de verdade no resultado final das produções artísticas que beijam o popular e o tradicional.

Afinal, o que é mesmo o grupo de Xaxado tradicional formado por cangaceiros? Existe? Somos bem aplicados no nosso processo de preservação e valorização da memória, mas somos os que brincam de carnavalizar e espetacularizar as tradições. Mas, com um pé na modernidade.

Romualdo esteve recentemente em Arcoverde participando de mais uma oficina de teatro e dança.

(*) Por Wanessa Campos do Blog Mulheres do Cangaço  notícias de são josé do belmonte,  politica de são josé do Belmonte, Belmonte política, Belmonte notícias,polícia Belmonte, polícia são José do belmonte, política de são José do Belmonte, são José do Belmonte, Belmonte, belmonte noticias blog, belmonte noticias 190,blogs de são Jose do Belmonte, blogs de são José do Belmonte, são José do Belmonte, tribuna Belmonte, tribuna belmontense,


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