7 de outubro de 2015

PMDB derrota o Governo

Entregar o poder ao PMDB, concedendo sete ministérios, para que não foi um bom negócio para a presidente Dilma, nem tampouco a tábua de salvação que esperava. A sessão do Congresso de ontem, convocada para votação dos vetos presidenciais às chamadas "pautas-bomba", foi encerrada por falta de quórum quase duas horas depois de iniciada, graças ao PMDB, que ajudou a esvaziar a sessão.
O quórum não foi atingido por causa da ausência de deputados no plenário, embora perto do horário em que a sessão foi encerrada houvesse 306 nas dependências da Câmara, segundo a Secretaria-Geral da Casa – número mais que suficiente para votar (o mínimo necessário são 257 deputados). Não houve número suficiente de deputados para votação tanto entre parlamentares da oposição quanto da base aliada do governo.

Foi a segunda tentativa frustrada de apreciação desses vetos e o primeiro teste para o governo após o anúncio na semana passada da reforma administrativa que ampliou o espaço do PMDB no Governo, com a destinação de ministérios para as bancadas da Câmara e do Senado do partido. Na semana passada, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), articulou uma manobra com a oposição para inviabilizar a sessão do Congresso.
Os deputados pressionavam pela inclusão na pauta de um veto da presidente Dilma Rousseff a um projeto que acaba com as doações empresariais de campanha. O quórum não foi atingido por causa da ausência de deputados no plenário, embora perto do horário em que a sessão foi encerrada houvesse 306 nas dependências da Câmara, segundo a Secretaria-Geral da Casa – número mais que suficiente para votar (o mínimo necessário são 257 deputados).
Quando a sessão do Congresso foi encerrada, havia cerca de 60 senadores, número acima do mínimo exigido (41), mas, entre os deputados, somente cerca de 190 tinham registrado presença. "Nem com toda distribuição de cargos, o governo conseguiu colocar o quórum para votar vetos. Logo após a sessão cair, o deputado [Cláudio] Cajado [DEM-BA] abre uma sessão da Câmara informando a presença de mais de 257 deputados na Casa. Isso mostra a total falta de apoio do governo", acusou o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO).
O líder do PR (partido da base do governo) na Câmara, deputado Maurício Quintella (AL), atribuiu a ausência dos deputados ao horário de convocação da sessão e também a um descontentamento com o Senado por ainda não ter apreciado a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do financiamento privado de campanha.
"O horário é difícil. Setenta por cento da minha base só chega depois de uma hora da tarde no dia de hoje. É um caso concreto", afirmou Quintella, acrescentando que o "pano de fundo é a PEC do financiamento privado". "O Senado não cumpriu a parte dele, não pôs os vetos, não deliberou a PEC da reforma política, que era o compromisso. Que rejeite, que aprove, mas tem que deliberar. A questão do financiamento privado é um tema importantíssimo para 80% dos partidos nessa Casa, tanto é que ela foi aprovada aqui. Esse é o ponto principal, o financiamento privado", disse.
Para o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), o cancelamento da sessão mostra a "fragilidade" do governo. “A oposição não tem que botar quórum, quem tem que botar quórum é o Governo. O Governo prometeu a semana toda que hoje liquidaria os vetos e não tem. É uma falta de disposição da base, mostra que a reforma [administrativa] não bastou. Precisa de uma reforma da reforma. Isso mostra o nível de fragilidade do Governo”, afirmou.
RUÍDOS NA BASE – O Palácio do Planalto foi surpreendido com o adiamento da sessão de ontem do Congresso Nacional que iria analisar vetos a itens da chamada "pauta-bomba". Articuladores do Governo reconheceram que mesmo depois da reforma ministerial ainda há insatisfação na base aliada por causa de cargos represados nos segundo e terceiro escalão, além do próprio resultado do primeiro escalão. A bancada do PP não mobilizou seus deputados.
Tempos bicudos– Filiado ao PCdoB, partido integrante da base governista, o deputado Carlos Eduardo Cadoca confessa que em cinco mandatos – 20 anos de Congresso – nunca viu uma crise tão grave com consequências mais nefastas para a economia como esta. “A crise é política, mas com efeitos terríveis na economia”, diz, adiantando que não tem sido fácil para os partidos da base defender um Governo que não consegue dar um passe firme à frente para encontrar a chamada governabilidade.


Aposta no crescimento– O líder do PT no Senado, Humberto Costa, acredita que o partido irá ampliar votação em 2016 no Estado em comparação aos resultados obtidos nas eleições municipais de 2012. Segundo o senador, a legenda terá cabeças de chapa em 20 cidades com chances de vitória. Desse total, em seis delas os atuais prefeitos disputam a reeleição: Jaqueira, Surubim, Vertente do Lério, São José de Egito, Custódia e Serra Talhada. “"A gente tem andado o Estado inteiro, conversado com lideranças, e o que a gente vê é uma perspectiva de crescimento para o partido”, observa.
Na mira de Agripino – O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi designado, ontem, por sorteio, relator de um pedido para investigar o senador José Agripino Maia (RN), presidente nacional do DEM, por suposta prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Com isso, Barroso analisará se cabe ou não a abertura de inquérito. O pedido de inquérito foi protocolado segunda-feira passada pela Procuradoria Geral da República e resulta de investigações da Operação Lava Jato, que apura desvio de recursos e corrupção na Petrobras.
Douglas acena com candidatura– Numa conversa, ontem, com um grupo de radialistas de Caruaru em seu gabinete, o senador Douglas Cintra (PTB) disse que não se surpreendeu com as declarações do prefeito José Queiroz (PDT), negando apoio à sua provável candidatura a prefeito. “Queiroz está fazendo a opção por um nome da sua base e isso é muito natural”, disse. Cintra garante que o PTB terá candidato próprio e faz suspense. “Será um nome novo que vai surpreender e ganhar a eleição”, diz, sem revelar o santo, que pode ser ele próprio.





CURTAS 
CIUMEIRA– Integrantes do PP avaliam que o PDT – que tem metade da bancada progressista – ganhou um espaço proporcionalmente maior na Esplanada dos Ministérios do que o dos progressistas, que comandam a Integração Nacional. Os pedetistas migraram do Ministério do Trabalho para as Comunicações, emplacando o deputado André Figueiredo (CE) no lugar de Ricardo Berzoini.
LANÇAMENTO– Em Brasília desde a última segunda-feira, lanço, hoje, às 19 horas, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados o meu quinto livro Perto do Coração. Vários senadores e deputados confirmaram a presença, além do ministro pernambucano Armando Monteiro Neto, do Desenvolvimento. Espero ainda contar com a presença de uma penca de amigos da chamada colônia pernambucana na capital federal. 


Perguntar não ofende: O PMDB é uma cobra que o Governo está criando no seu quintal?  notícias de são josé do belmonte,  politica de são josé do Belmonte, Belmonte política, Belmonte notícias,polícia Belmonte, polícia são José do belmonte, política de são José do Belmonte, são José do Belmonte, Belmonte, belmonte noticias blog, belmonte noticias 190,blogs de são Jose do Belmonte, blogs de são José do Belmonte, são José do Belmonte, tribuna Belmonte, tribuna belmontense,



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