25 de setembro de 2015

Gangue das meninas espanca adolescente em guerra de facções; vídeo



Os tapas, socos e chutes vinham sem que a menina percebesse de onde. Arrastada pelo cabelo, ela gritava, mas a ajuda não chegava. Em seguida, outra punição: a menina tem os cabelos cortados. Um vídeo que circula na internet traz fragmentos da guerra entre facções na Cidade Olímpica, em São Luís, no Maranhão. Nele, um grupo lincha uma adolescente de 14 anos, acusada de manter relacionamento com um integrante do grupo rival. As agressoras, que têm entre 14 e 21 anos, ficaram conhecidas como “gangue das meninas” nas redes sociais.

Um homem que passava pelo local tenta ajudar a vítima, mas é ameaçado por rapazes que assistiam à cena. Ao fundo, é possível ouvir os gritos de “Ela é 40”, numa referência à forma como é chamada uma das facções. Segundo a ONG Instituto Cidadania Ativa, adolescentes como elas são atraídas para o crime por companheiros, namorados, irmãos e amigo, muitas delas em busca de status.

— Essas jovens são facilmente seduzidas por organizações criminosas por conta da sensação de poder: estão numa comunidade extremamente pobre, em que não há emprego, lazer ou perspectiva. Namorar um membro de uma facção é uma maneira de conseguir ascensão social, ir a festas e usar uma roupa legal, por exemplo —diz o presidente Maurício Miguel.

De acordo com o delegado do 18° Distrito Policial (Cidade Olímpica), Jarbas Batista Júnior, a atuação das jovens não se restringe a violência física. Elas são usadas para transportar armas e drogas, como crack, cujos restos compõem um tipo de maconha, o “tós”, também comercializado por bandos na região. Apesar de não terem poder de decisão, ajudam a manter a rotina de medo no bairro e são peças importantes para a prática de crimes.

—A violência por parte de meninas a mando de facções é crescente: tivemos, em um mês, três casos de espancamento em condições semelhantes. Os chefes dos bandos se aproveitam da dificuldade de revistar as adolescentes, já que a maioria dos policiais é composta por homens. Além disso, estamos falando de menores, o que complica a abordagem - diz o delegado.

— Eles usam as redes sociais, principalmente WhatsApp, para mostrar armas e drogas. É a maneira que encontram de ostentar – afirma.


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