7 de julho de 2015

POLÍTICA: Dilma cai ou renuncia?



A presidente Dilma vai cair, não resiste mais a nenhuma manobra, por mais inteligente e ousada que possa ser. Como será deletada do poder, não se sabe ainda. Pode ser via processo de impeachment, renúncia ou entendimento para um governo de coalizão em torno do vice-presidente Michel Temer.

Dilma vai cair porque perdeu, na verdade, todas as condições de governar ou resistir. Não tem mais o apoio do seu próprio, o PT, e quem deveria ficar ao seu lado para enfrentar a tormenta, o ex-presidente Lula, seu criador, já conspira a favor de sua queda, porque quanto mais o Governo sangrar pior para o PT e o próprio Lula.

Lula parece ter dado uma de Pilatos. Lavou as mãos no ápice da crise e com quem conversa, em reservas, deixa transparecer que jogou a toalha. A crise política e econômica, responsável pela paralisia geral do Governo, arrastou Dilma para o precipício. O que se ouve nos bastidores de Brasília é que ela chora compulsivamente, atacada por uma crise nervosa e depressiva.

Dilma promoveu uma reunião de emergência, ontem, no início da noite, com presidentes dos partidos aliados e líderes da base no Congresso, para tratar dos movimentos pelo seu afastamento, que ganharam força na oposição com a piora da crise que acomete o Governo. Nas palavras de um aliado, Dilma tentou acalmar a base e pediu que os parlamentares a defendam no Congresso "diante desse clima de impeachment".

Na verdade, a luz vermelha de alerta foi acesa no Planalto. Pela primeira vez, desde o início da crise política, o governo admite que a situação da presidente beira o insustentável. Ninguém mais esconde a gravidade do momento. Isolada, registrando o pior índice de popularidade da redemocratização - míseros 9% -, com sua base política e social em frangalhos, e sob o risco de ser abandonada pelo próprio vice-presidente e por ministros estratégicos do governo, Dilma se depara com o caos à sua volta.

Percebe-se fragilizada em quase todas as frentes políticas. Nunca, como agora, as condições para um possível impeachment da presidente da República estiveram tão nitidamente postas. No TCU, encerra-se esta semana o prazo para ela se explicar no episódio conhecido como pedaladas fiscais, artifício usado pelo Governo para maquiar as contas públicas e simular um resultado fiscal diferente da realidade.

O entendimento no Tribunal é que dificilmente as contas de 2014 de Dilma serão aprovadas dado o grau de devastação da contabilidade do Governo. Fatalmente a presidente será responsabilizada num processo que pode, se avalizado pelo Congresso, culminar com o seu afastamento por 180 dias para responder por crime de responsabilidade.

RISCO NO TSE– No TSE, o cenário é ainda mais sombrio para Dilma, o PT e o Planalto. O tribunal investiga a existência de irregularidades na campanha cujo desfecho pode ser a cassação do diploma da presidente por abuso de poder político e econômico. Na última semana, os ministros do TSE impuseram uma derrota ao Governo por unanimidade numa ação em que o PT tentava barrar a convocação do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC, pedida pelo PSDB.

Técnica de time perdendo– Do marqueteiro Marcelo Teixeira, da Makplan, ao analisar a situação dramática da presidente Dilma na tentativa de se salvar diante de um cenário que só tende a se agravar nos próximos dias: “Dilma está feito técnico de futebol de time perdedor: o dirigente fica dizendo que está prestigiado e por traz trata da substituição. É o que Michel Temer está a fazer: elogia, diz que ela está bem e apoiada, mas em segredo articula para fazer a substituição".

O tiro fatal– No próximo dia 14, Ricardo Pessoa irá repetir no TSE o explosivo depoimento dado à Justiça em regime de delação premiada. Aos procuradores da Lava Jato, Pessoa revelou ter doado à campanha de Dilma à reeleição R$ 7,5 milhões em dinheiro desviado de contratos da Petrobras, depois de pressionado pelo então tesoureiro Edinho Silva, hoje ministro da Comunicação Social.

Apoio minado– Em 2005, no auge do escândalo do mensalão, o Governo petista contava com a liderança e o carisma de Lula, sua capacidade de mobilização e, principalmente, com a sustentação do Congresso. É tudo o que o atual governo não dispõe hoje. O retrato do esfacelamento da base governista no Congresso foi a aprovação, na semana passada, do aumento de 78% para os servidores do Judiciário – medida inviável economicamente para País às voltas com um necessário ajuste fiscal para disciplinar as contas públicas.

Tucano alta linhagem– O deputado pernambucano Bruno Araújo deu uma demonstração de força na cúpula tucana ao ser eleito vice-presidente nacional do PSDB na convenção de domingo passado, na qual Aécio foi reeleito presidente. Na prática, num eventual afastamento de Aécio, Araújo assume o comando da legenda, repetindo a trajetória de outro pernambucano, o ex-senador Sérgio Guerra.

TERNURANDO A BASE– O governador Paulo Câmara está promovendo almoços em Palácio com a bancada de sua base na Assembleia Legislativa. Ontem, reuniu o presidente da Assembleia, Guilherme Uchoa, e seus colegas de parlamento Rodrigo Novaes, Tony Gel, Antônio Moraes, Diogo Moraes, Ricardo Moraes, Ricardo Costa e Beto Accioly. Na próxima semana será um novo grupo. É ternurando que se governa! POÇOS- O prefeito de Itapetim, Arquimedes Machado (PSB), em parceria com o IPA, levará água encanada às localidades do Poço Piedade e Pimenteiras, através da construção de poços. Na prática, eliminará o carro pipa, cuja manutenção é cara e o Governo Federal vem reduzindo cada vez mais os recursos para sua manutenção.

A fraqueza de Dilma- Domingo passado, na convenção nacional do PSDB que elegeu Bruno Araújo (PE) para uma das vice-presidências do partido, o senador José Serra (SP) afirmou que, comparado com o de Dilma Rousseff, o governo do presidente João Goulart, que foi deposto por um golpe militar em 1964, era de uma “solidez granítica”. O ex-governador de SP disse também que Jango tinha apoio popular e sabia cercar-se de bons ministros, o que não ocorre com a atual presidente.

Prévias – Para aparentar unidade partidária, Aécio Neves chegou à convenção do PSDB acompanhado por FHC e o governador Geraldo Alckmin. Aécio seria o candidato mais forte à sucessão de Dilma se a eleição fosse hoje. Mas se a presidente sustentar-se até 2018, o que é difícil, o senador terá que disputar a indicação com o próprio Alckmin e o senador José Serra.

Presente – Mandachuva nacional do PSC, o pastor Everaldo Pereira foi um dos políticos mais festejados na convenção nacional do PSDB pela promessa de apoiar Aécio Neves em 2018.

Posse – O deputado Ricardo Teobaldo (PTB) prestigiou ontem a posse de Dayse Viana Ferraz de Araújo na diretoria regional dos Correios, já que ela foi indicada pela bancada petebista.

Desfalque – Dos partidos que compõem a base de sustentação do prefeito Geraldo Júlio (PSB), três (além do PMDB) já teriam se comprometido com a candidatura de Jarbas Vasconcelos.

Que falta – Quando se vê o deputado Sibá Machado (PT-AC) escalado pelo Planalto para rebater críticas das Oposições ao governo de Dilma é que se nota a falta que fazem à bancada do PT na Câmara Federal os ex-deputados pernambucanos Maurício Rands, Fernando Ferro, Pedro Eugênio e Paulo Rubem. Sibá é fraco de dar dó.

Garantia – O ministro Armando Monteiro garantiu ontem que a meta do PTB para 2016 é reeleger todos os prefeitos do partido e que não haverá prioridades. Todos terão o mesmo tratamento na RMR, Mata, Agreste e Sertão, como é o caso do de Tabira, Sebastião Dias, que lhe deu a vitória no município por 1.600 votos de diferença.

Saída – Os irmãos Ciro e Cid Gomes, que estão a um passo de deixar o PROS, conversaram com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, sobre a possibilidade de entrarem no partido. Lupi ficou animado, dada a força política que ambos têm no Ceará. Mas o único representante que o partido tem na Assembleia Legislativa, deputado Heitor Férrer, já mandou o seguinte recado: “É eles entrando por uma porta e eu saindo por outra”.

Vácuo – A ausência mais sentida na convenção do PSDB foi a do sanfoneiro pernambucano Dominguinhos, que compôs os “jingles” das duas campanhas de FHC, das duas de José Serra e também da de Geraldo Alckmin. O autor de “Contrato de separação” não se engajou nas campanhas dos tucanos apenas pelo cachê, e sim porque fazia restrições ao “companheiro” Luiz Inácio Lula da Silva, seu conterrâneo de Garanhuns.



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