3 de julho de 2015

Após 'pesadelo' com dólar falso, pai e filha se dizem 'aliviados' nos EUA

Amanda e o seu pai, João, não se viam há um ano e vão tentar aproveitar a viagem (Foto: Amanda Parris / Acervo Pessoal)


Após mais de uma semana de angústia, a jovem Amanda Parris e seu pai, João Neto, finalmente estão conseguindo aproveitar o tempo que têm juntos nos Estados Unidos. Os dois vinham sendo investigados pela polícia norte-americana por tentarem depositar, no estado do Texas, dólares falsos adquiridos na agência central do Banco do Brasil no Recife. Depois de o BB se comprometer em prestar toda assistência à família e também enviar documentação às autoridades dos EUA provando a inocência dos dois, pai e filha agora vão curtir o resto da viagem planejada.

Nesta quinta-feira (2), houve uma reunião entre Amanda, João e os representantes do Banco do Brasil, no Texas. Além de pedir desculpas, a instituição garantiu que a situação dos dois está normalizada no território norte-americano. "O advogado disse que não tem nenhum problema para meu pai deixar o país", contou Amanda ao G1. Quando os dois foram pegos com as cédulas falsas, os policiais texanos fizeram uma notificação e disseram que João Neto não poderia voltar ao Recife.

Amanda é estudante de administração e mora em Houston. "Vamos começar a curtir um pouquinho das nossas férias. Na época, tinha tirado férias e agora voltei a trabalhar [como babá]. Então, não vai ser a mesma coisa. Estou tentando convencer ele a ficar mais uns dias, porque não aproveitamos nada, mas isso vai depender dele, por causa dos negócios no Brasil. Estamos bastante aliviados porque a situação está sendo resolvida, mas acreditamos que é mínimo que o BB podia fazer por a gente", afirmou a jovem. Agora, pai e filha devem aproveitar o tempo juntos. Os dois não se viam há um ano, e João Neto foi passar 11 dias com Amanda. Ele deve retornar ao Recife no próximo sábado (4).

BB disse que problema ocorreu por falha na
verificação de cédulas (Foto: Vitor Tavares / G1)


Quando denunciou o caso dos dólares falsos, a jovem pernambucana estava preocupada porque estava sendo investigada oficialmente por um crime que não cometeu. Na época, Amanda pedia que o BB enviasse um documento oficial provando que o erro partiu da instituição financeira. Na quarta (1º), após uma reunião com o Procon-PE, que tinha proibido a instituição financeira de fazer operações de câmbio em Pernambuco, o BB confirmou que já tinha enviado a documentação ao Departamento de Polícia de Galveston. Amanda recebeu a cópia dos papéis.

Os dias que se seguiram foram considerados um "pesadelo" pela família. "Com certeza isso vai ficar marcado, vamos lembrar para sempre da hora em que a polícia chegou no banco para nos autuar, um pesadelo. Não há nada que apague isso", lembrou Amanda. "Ainda estou sentido pelo que ocorreu. Não acredito até agora, é como se estivesse adormecido", finalizou João Neto.

Investigação após depósito
Amanda e seu pai tentavam fazer um depósito em um banco na cidade de Galveston, no dia 24 de junho, quando uma funcionária detectou que as cédulas que tinham eram falsificadas. Os dois passaram a ser investigados pela polícia norte-americana e não podiam deixar o país até a situação ser esclarecida.

A funcionária que fazia a transação acionou a polícia imediatamente. Os policiais chegaram ao local e constataram, pelo número de série, a falsificação do dinheiro, notificando João e Amanda pelo porte das cédulas. No local, além de colher informações pessoais dos dois, disseram que João não poderia voltar ao Brasil até a conclusão das investigações. De acordo com a família, a compra dos dólares foi feita na agência do BB no Recife, em 18 de junho.

Câmbio liberado após acordo
O Banco do Brasil voltou a realizar operações de câmbio em todo o estado de Pernambuco nesta quinta (2), após a revogação da decisão da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, por meio do Procon-PE, que proibia a transação. O BB se comprometeu a dar assistência material e jurídica e ressarcir todas as pessoas que compraram dólares falsos na agência central do Recife. Em nota, o Banco do Brasil confirmou o acordo e assegurou que não há riscos aos consumidores. Nove clientes já foram ressarcidos pela instituição financeira. O banco disse ainda que "a origem do problema foi a aquisição de US$ 24 mil, de terceiros, no dia 10 de setembro de 2014, em operações rotineiras de câmbio manual. Cédulas de US$ 100 eram falsas. Por falha na verificação da autenticidade dessas cédulas, os dólares foram comercializados entre 8 e 19 de junho."

Além dos nove casos confirmados de câmbio com notas falsas, outros quatro foram descartados e seis estão sendo investigado, conforme o comunicado.

PF investiga
A Polícia Federal (PF) em Pernambuco foi procurada por três pessoas que compraram dólares falsos na agência central do BB no Recife. A primeira foi a tia da estudante Amanda Parris, que comprou os dólares e enviou à sobrinha no estado do Texas. Na segunda-feira, o agropecurarista José Maria Rangel Júnior procurou a PF, com cédulas de dólar que tinham o mesmo número de série das que foram compradas pela família da estudante Amanda Parris. O pernambucano iria viajar para Nova York em agosto. A polícia abriu um inquérito e ficou com o dinheiro para confirmar que as cédulas são falsas.

Já na quarta, o administrador de empresas Marcos Antônio Freire de Lyra, que comprou US$ 1.400 na agência central do Banco do Brasil no Recife, descobriu que as notas não eram autênticas quando estava viajando pela Argentina. Marcos tentava realizar compras e chegou a ficar em contato com a polícia de Buenos Aires para provar que tinha comprado o dinheiro no BB.



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