22 de junho de 2015

Profissional exemplar! É assim que a PM define o sargento Miguel Furtado



Policial exemplar e que acumula 160 elogios em 28 anos de profissão. É assim que a Polícia Militar de Pernambuco descreve o 3º sargento Miguel Furtado de Souza, de 47 anos. Ele é o autor do disparo que matou o estudante Marcelo Laureano Gomes Filho, de 16 anos, na noite da última terça-feira, no município de Escada, Zona da Mata Sul do Estado. O jovem foi alvejado na nuca após ter se negado a parar em uma abordagem realizada por policiais da Companhia Independente de Operações e Sobrevivência na Caatinga (Ciosac), por volta de 22h20, e morreu no local. O crime chocou a população de Escada. O sargento foi afastado do trabalho nas ruas e cumprirá expediente na sede da Ciosac, no município de Custódia, no Sertão do Estado, até que sejam concluídas as investigações sobre o caso.

Ainda segundo a Polícia Militar, o comportamento do sargento Miguel é tido como exemplar desde 1993. Residente em Serra Talhada, o militar tem toda a carreira baseada no Sertão. Foi agente de inteligência em operações que resultaram em prisões de membros das famílias Benvindo e Araquan, que viviam em conflito na região em meados dos anos 1990. "Ele tem oito anos apenas na Ciosac, uma unidade especializada e onde ele sempre enfrenta situações de alta complexidade", afirma o Major Júlio Aragão, chefe da assessoria.

O advogado Eduardo Morais, que representa o PM, afirma que o cliente está à disposição da Polícia Civil para auxiliar nas investigações. "Como pai de família, ele está muito abalado com o que aconteceu. Estamos solidários com a dor da família do rapaz e não pretendemos justificar nada. Mas acontece que o cenário na hora do acidente remetia a uma situação extremamente arriscada", afirma.

Eram 22h20 quando a caminhonete dirigida por Marcelo foi alvejada por um tiro de fuzil, que atravessou o vidro da porta traseira esquerda e atingiu a nuca do rapaz. A Rua Comendador José Pereira, onde aconteceu a abordagem, tem duas agências bancárias, e a equipe da Ciosac estava em missão oficial no local, que previa o patrulhamento para a redução de homicídios e repressão a roubos a bancos. "Antes do acidente, nos últimos 30 dias de presença da Ciosac em Escada não foram registrados homicídios no município", afirma o Major Júlio.

Segundo ele, existe um protocolo adotado pela Polícia Militar em situações de abordagem a pessoas e a veículos, mas apenas as investigações da Polícia Civil podem determinar o que aconteceu. "A intenção é sempre evitar o disparo de arma de fogo, que é o último recurso".

Durante o dia de ontem, peritos do Instituto de Criminalística (IC) estiveram em Escada para fazer medições na cena do crime. À tarde foi a vez da caminhonete do pai de Marcelo, e que o garoto dirigia quando foi alvejado, ser periciada, já no Recife. "Fizemos análise de todos os vestígios encontrados no veículo, e esperamos já no início da próxima semana realizar o exame balístico na arma do militar", explica o perito Fernando Benevides, sem adiantar o prazo para a conclusão de todas as perícias. (Via: NE 10)

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