18 de junho de 2015

PM admite tiro em jovem de Escada e afasta policial da rua durante inquérito

(Foto: Reprodução / TV Globo)

Jovem de 16 anos foi baleado ao fugir de abordagem policial na cidade. Família diz que ele fugia de blitz e polícia diz ter suposto assalto a banco.

A Polícia Militar vai abrir um inquérito para investigar a morte do adolescente Marcelo Laureano Gomes Filho, de 16 anos. O jovem foi baleado por um policial militar e morreu na noite de terça-feira (16) após fugir de uma abordagem policial na cidade de Escada, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. Em nota enviada à imprensa, a corporação reconhece que o disparo foi efetuado pelo comandante da guarnição tática que empreendeu a operação. O policial em questão foi afastado das suas atividades.

De acordo com a Polícia Militar, o policial ficará sem trabalhar até que a investigação seja concluída e a motivação do incidente, esclarecida. A medida, segundo a corporação, visa “preservar todos os envolvidos na ocorrência policial, garantindo às partes a ampla defesa e o contraditório”. Ainda de acordo com a PM, o responsável pelo disparo presta depoimento nesta quarta-feira (17) na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele integra a Companhia Independente de Sobrevivência em Área de Caatinga (Ciosac) e teria atirado contra o carro do adolescente após o jovem desrespeitar a ordem policial de parar o veículo.

Na nota enviada à imprensa, a Polícia Militar (PM) confirma a versão repassada ao G1, no início da manhã desta quarta, pela 3ª Companhia da PM. O relato afirma que o disparo foi efetuado depois que a equipe da CIOSAC se aproximou de dois carros que estavam parados na frente de um banco do centro da cidade na noite de terça-feira. O adolescente estava na direção de um desses veículos, uma caminhonete S10, e tentou fugir do local no momento da abordagem policial. “Segundo versão apresentada pelos policiais militares, após a aproximação dos PM’s, o menor, que dirigia a S-10, teria tentado sair do local desobedecendo a ordem de parada do comandante da guarnição tática, que, em seguida, efetuou o disparo que vitimou o adolescente”, afirma a nota da PM.

Antes de a PM se pronunciar sobre o caso, o coordenador da Força-Tarefa do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, Neemias Falcão, afirmou que não podia determinar quem havia efetuado o disparo. A Força-Tarefa esteve no local da ocorrência para os exames periciais e disse que vai repassar as informações colhidas em Escada para a delegacia da cidade, que vai conduzir as investigações do caso. Ao G1, a delegacia já confirmou a versão repassada pela Polícia Militar.


(Foto: Reprodução / TV Globo)


Outra versão

No entanto, a família do adolescente contesta a história e afirma que o jovem não estava parado na frente do banco. Segundo o pai de Marcelo, ele estava passeando pela cidade com amigos quando se deparou com uma blitz policial e tentou fugir. Ele estava acompanhado do irmão de 19 anos e de mais dois amigos no carro que pertence ao pai. “Meu outro filho contou que a polícia fez um bloqueio na pista. Quando Marcelo viu que ia ser abordado, tentou fazer um retorno para fugir. A polícia deu ordem para ele parar, mas ele não parou, com medo, e o policial efetuou o disparo. Os amigos ainda colocaram a mão para fora do carro dizendo que ele ia parar, mas não adiantou”, conta Marcelo Laureano Gomes, 52.

Na nota divulgada nesta quarta, a Polícia Militar disse que “se solidariza com os familiares, parentes e amigos do adolescente”. A corporação ainda “reafirma o compromisso com a dignidade humana e, sobretudo, a preservação da vida em todas os protocolos operacionais adotados no âmbito da PMPE”. Confira o documento na íntegra:

“A Polícia Militar de Pernambuco em nota se solidariza com os familiares, parentes e amigos do adolescente MARCELO LAUREANO GOMES FILHO, 16, morto durante abordagem policial na noite de ontem (16) no município de Escada, Mata Sul de Pernambuco.

Durante a ocorrência policial, PM’s da Companhia Independente de Sobrevivência em Área de Caatinga (CIOSAC), teriam se aproximado de dois veículos, um corolla de cor branca com duas pessoas e sem placas e uma S-10 de cor preta com quatro ocupantes, ambos estacionados no corredor bancário do município.

Segundo versão apresentada pelos policiais militares, após a aproximação dos PM’s o menor, que dirigia a S-10, teria tentado sair do local desobedecendo a ordem de parada do comandante da guarnição tática, que, em seguida, efetuou o disparo que vitimou o adolescente.

Diante da gravidade da ocorrência, o Comando da Corporação já determinou a abertura de Inquérito Policial Militar para apurar as causas do incidente, além de ter orientado o comando da CIOSAC de manter o policial militar responsável pelo disparo, que já foi identificado e prestam depoimento na Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), afastado das atividades operacionais até que os procedimentos apuratórios estejam conclusos e as causas esclarecidas. Tais medidas visam preservar todos os envolvidos na ocorrência policial, garantindo as partes a ampla defesa e o contraditório.

A Corporação esclarece, ainda, que reafirma o compromisso com a dignidade humana e, sobretudo, a preservação da vida em todas os protocolos operacionais adotados no âmbito da PMPE.”



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