23 de junho de 2015

DESAPARECIDA: Homem diz à polícia que deixou enteada em Goiana


Delegada afirmou que trocou mensagens de WhatsApp com o suspeito. Quando ele respondeu, na segunda, polícia começou busca na zona rural.

O suspeito de ter desaparecido do Recife com a enteada de 19 anos informou à polícia que abandonou a jovem em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Segundo a polícia, a informação foi passada por ele, via WhatsApp, para a delegada que investiga o caso, Gleide Ângelo, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHHP), na noite de segunda-feira (22). Desde então, a polícia procura pela jovem na Zona Rural da cidade.

Gleide Ângelo explicou, na manhã desta terça-feira (23), que mandou uma mensagem pelo aplicativo para o suspeito quando começou a investigar o crime, na segunda. O homem, que é padrasto de Alice Seabra e saiu de casa com a jovem na sexta-feira (19) para levá-la a uma entrevista de emprego em Gravatá, respondeu à noite. Segundo Gleide, ele disse que deixou a jovem em uma estrada de terra de Goiana no mesmo dia em que saiu do Recife.

"Desde ontem [segunda], estou mandando mensagem para ele, pedindo para ele dizer onde está a menina. À meia-noite, ele me respondeu dizendo que não adiantava, que eu ia achar a menina nesse local e me disse onde era, em Goiana, dentro dos canaviais", conta a delegada. Ainda na noite de segunda, o suspeito postou uma mensagem no Facebook dizendo que não queria ter feito aquilo com a filha, mas o ódio teria falado mais alto. Na postagem, ele ainda pede perdão à jovem e à esposa.



Por isso, Gleide Ângelo partiu para Goiana em busca da jovem. Ela saiu do Recife por volta das 22h30 de segunda-feira acompanhada do coordenador da Força-Tarefa do DHPP, Neemias Falcão. Os dois voltaram na madrugada e afirmaram não terem encontrado nada na Mata Norte. "Então, quando foi agora de manhã, mandei mensagem de novo pedindo que ele me explicasse e ele me explicou exatamente onde ela está. Ele disse 'não sei se ela está morta. Ela pode ter sido encontrada e socorrida porque eu a deixei lá na sexta-feira, mas vá lá'", diz Gleide, que partiu logo em seguida para Goiana para dar continuidade às buscas.

Antes disso, a delegada esteve na sede do DHPP, na Zona Oeste do Recife, para conversar com a mãe da jovem desaparecida, a dona de casa Maria José Arruda. A mulher estava acompanhada pela cunhada, irmã do marido que desapareceu com a filha, e chorava muito. Elas conversaram de portas fechadas com a delegada. Na saída, Gleide Ângelo disse que estava indo para Goiana buscar a jovem, "viva ou morta". As buscas se estenderam por toda a manhã, com três viaturas. Mas, até o meio-dia de terça (23), a jovem ainda não havia sido encontrada.(G1)


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