7 de maio de 2015

Santa Cruz da Baixa Verde - Morador do Distrito de Jatiúca revoltado com corte de um Ipê amarelo

IPÊ-AMARELO-DO-SERRADO OU PARATUDO DO CAMPO - CRAIBEIRA –

O Sr. Prefeito, além de desconstruir as tradições do distrito - Falta de financiamento das festas tradicionais- destrói, pois, os bens da natureza – Decepa ou poda malfeita de uma árvore balzaquiana, bem merecida analogia - valor sentimental incalculável para a população, a troco de quê? Será que pretende construir o terceiro cubículo para vender bebidas alcoólicas no lugar da árvore? Pois bem, Jatiúca já tem muitos ALCOÓLATRAS, não vejo nenhuma ação por parte da prefeitura para amenizar essa DOENÇA, questão que caminha para epidemia, caso de saúde pública. Agora a prefeitura constrói cubículos para de maneira desastrosa instalar bares, quer beneficiar a quem? Talvez a AMBEV ou a PITU.


Outro ponto não menos questionável, é que a PREFEITURA NÃO É IMOBILIÁRIA, para sair construindo PONTO COMERCIAL PARA LOCAÇÃO, exceto mercado público, ou como conseqüência de uma construção típica da administração pública, como lancharia para escola, parque de exposição etc. estruturas que atenda às necessidades internas. E aqui abro um parêntese para dizer que a localidade é pessimamente servida por esse tipo de serviço público, sem contar, que por falta de fiscalização, matadouro não existe. PRAÇA é local de lazer, por isso deve estar desobstruída, ocupando-se apenas com brinquedos infantis e educativos, fora disso, no máximo, alguns aparelhos de exercícios físicos. 


Voltando ao raciocínio anterior, antes que queiram justificar que não cobrarão aluguel, deve dizer, também, que PREFEITURA NÃO É INSTITUIÇÃO FILANTROPICA. Existe para cuidar e bem administrar o município de acordo com os princípios da Administração pública elencados na constituição brasileira.

Adrede, as casas populares, cuja verba o prefeito anterior anunciou que se encontrava disponível em caixa não foram construídas. ISSO SIM, É LEGALMENTE ATRIBUIÇÃO DE PREFEITURAS, construir moradias dignas para a população. A mim, parece-me que desistiram do pleito, ou devolveram a verba. Em assim sendo, é um descaso para com os deserdados da fortuna que necessita de suas moradias. Assim, pois, os tijolos que se encontravam no terreno já foram removidos para outras construções, menos para casas próprias. No terreno retro, inicialmente destinado para as construções das casas populares, encontra-se a construção de uma quadra de futsal, ELEFANTE BRANCO, com mais de um ano principiada, pelo visto ficará para a outra legislatura, para a outra, para a outra.

Então, não vejo motivo para que a Prefeitura se empenhe em construir minúsculas salas comerciais, fora das atividades legais da administração pública, em detrimento da construção de casas populares. Embora seja deprimente para os necessitados, problema crucial dos governantes. Com o êxodo rural a massa humana empaiola-se nas periferias das cidades, por falta de financiamento das atividades rural para mini e pequenos produtores. 


Temo pela paz da VILA. Não carece de ser vidente para prevê muitas animosidades, desavenças e até assassinatos. Que mal comparando eu pense, Jatiúca se transformará em um poço de confusões, vejam: Os locadores desses boxes, construídos sem aprovação da maioria da população e sem estudo de viabilidades sociológicas, irão usar aparelhos de som diuturnamente utilizando o seu volume máximo, sem contar com os carros dos freqüentadores que portam sons insuportáveis. Sem precisar entrar em detalhe, pois, hoje é preocupação das autoridades, no mínimo, diminuírem a poluição sonora. Os trabalhadores e os idosos residentes no LUGAREJO não suportarão a baderna, como conseqüência: intrigas, brigas, discussões e daí se foram à harmonia que até então reina na localidade. 

Outros fatos a serem considerados: É a prostituição infantil e o uso de drogas, que na maioria das vezes tem início nas localidades de venda de drogas licitas o caso das bebidas alcoólicas, pontos chamativos para os tipos de atividades ilícitas supracitadas e outras espécies de crimes, exemplos: latrocínio, crimes por encomenda, predominando as mortes por motivo fútil e crimes de menor potencial ofensivo, podendo tornar-se briga de família ou de gangues.


É imprevisível o número de pessoas que irão prestar queixa na Delegacia de polícia ou ocuparem os depósitos humanos das cadeias públicas, em decorrência das más logradas construções, cuja conseqüência é a desconstrução da PAZ, pendendo para o descalabro social. Neste diapasão nada mais sensato do que rever os conceitos ou mudar a história. O bom costume agradece.

Retomo o assunto principal, mas não sem antes pedir desculpas aos leitores, se é que vai ter leitores. Refiro-me a poda ou decepa das arvores. 

Não é por que Jesus disse: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. 2 todo ramo que não dá fruto em mim, ele corta; e todo ramo que dá fruto, ele limpa, para que dê mais fruto ainda. ” (João 15, 1-2). Pois bem, é preciso que tenhamos uma mente muito pouco volumosa para entender que as árvores devem ser decepadas só porque não enxergamos ou saciamos a nossa fome com seus frutos. 

Tratamos, pois, de uma árvore que ornamentava a VILA DE JATIÚCA distrito de Santa Cruz da Baixa Verde (PE), que alimenta polemica por motivo de decepa ou poda malfeita:
Tabebuia caraíba 
Família: bignoniácea.
Nomes Populares: Craibeira, Caraibeira, Ipê-amarelo-do-cerrado, paratudo-do-campo, carobeira.
Fisionomias: Caatinga, Cerrado.
Características morfológicas: De 12 a 20 metros de altura, tronco de de 30 a 100cm de diâmetro, flores amarelo-ouro.

Informações ecológicas: Espécie semi-decidua, heliófilas, secundária.
Fonologia: floresce entre os meses de agosto e setembro, podendo estender esse período dependendo da região em que esteja fixada.

UTILIDADE: Arvore ornamental, sendo largamente utilizada na arborização de praças e jardins.

Lenda ou crendice popular: Reza a lenda que quando a craibeira começa a florar, é sinal de chuva no sertão.

Fonte: Guia de campo de Árvore da Caatinga, José Alves de Siqueira Filho e outros. Em 
www.onordeste.com.br

CURIOSIDADE: 
O Decreto 6.239, de 29.04.1985, institucionaliza a CRAIBEIRA como árvore símbolo de Alagoas, decretado pelo Governador Suruagi.

No bosque dos estados, área do IBDF, em Brasília, está plantada uma caraibeira simbolizando Alagoas.

O nome popular “Paratudo” deve-se ao fato de que os pantaneiros do Brasil mascam a casca como remédio para problemas no estomago, vermes, diabetes, inflamação e febre.
O nome popular Ipê, em tupi guarani, significa “Arvore da casca grossa” e Tabebuia é “pau” ou “madeira que flutua”. 

A sabedoria popular diz que onde nasce craibeira, tem um olho d’água ou quando as craibeiras florescem bem, o próximo ano será bom de inverno.

Da imensurável importância que é atribuída a “craibeira” nas diversas regiões em que é encontrada, pelos órgãos governamentais, sociedade organizada e as pessoas do povo, chegando a ser decretada ARVORE SIMBOLO de um Estado da federação, não só porque o governo decretou, mas, também, pela aprovação maciça da população, notamos o crime que cometemos em decepar uma arvora desse quilate, não diria um crime hediondo, mas ecológico que devia ser penalizado com, no mínimo, plantação de 100 outras “paratudo-do-campo”. 

Identificado a “Ipê-amarelo-do-cerrado”, “de flores amarelo ouro”, tercemos algumas considerações que entendemos ser os seus frutos: 

Nenhuma dúvida resta quanto as sementes, chamarei de fruto concreto ou direto, cuja função principal é a perpetuação da espécie, entretanto, não se despreza que serve de alimento para algumas espécies animal. 

Incomparável são suas flores, neste quesito ela se desprende e surpreende, apresenta toda sua exuberância como nenhuma outra espécie vegetal é capaz, ORNAMENTA PRAÇAS E JARDINS, com tanta beleza que atrai os mais diversos olhares, transbordam os olhos dos seres de felicidades, encantam as mentes elásticas dos apreciadores das belas artes que a natureza presenteou e reservou apenas a minha irmã “caraibeira”. Digo esta asneira, talvez alguém pense assim, mas Luiz Gonzaga chamou o jumento nosso irmão, porque foi minha MÃE quem, nos primeiros anos da década de 80 (oitenta), do século passado, PLANTOU; embalou; ninou; vigiou; protegeu, estrumou e aguou, tal qual me amamentou. Então podemos chamar de frutos.

Mas nem só de beleza vive a flor do “paratudo do campo”, vejam sua eterna sabedoria, exala seu aroma aos quatro ventos para perfumar o mundo, enchendo as narinas de agradáveis sensações e agradecendo as condições que a natureza lhe concede. Servindo ainda como atrativo para os animais procurarem o “néctar” que os oferece como paga pela distribuição do “pólen”, este, elemento masculino de reprodução dos vegetais com flores. Aquele, néctar, na Grécia antiga, bebida dos Deus do Olímpio que, segundo a lenda, eternizava a vida. O néctar serve de alimento para certos animais, como também na produção de mel pelas abelhas, que armazenam para sua alimentação, e os homens na sua indolência descomunal lhes roubam. Nessa simbiose a natureza prossegue, se bem que, quando em vez, lança seu grito de alerta, através dos desastres naturais, como: Terremotos, furacões, maremotos etc. Fruto das podas desastrosas e dos desmatamentos desenfreados que mercenários impõem ao “SER” em benefício do “TER”. Então podemos chamar de frutos.

Não podemos deixar de registrar que a flor craibeiral terminado o seu ciclo de vida, embelezando; aromatizando; alimentando, permitindo que o beija-flor exercite seu beijo, que a abelha extraia a matéria prima para fazimento de suas guarnições: Cera e mel, que o homem rouba e depreda sua casa, murcham e caiem. Deixa órfão, por algum tempo, a prole que da suas benesses vive. Contudo, transforma-se em estrumo que depois de decomposto vão alimentar banquetearias fertilizadoras da terra, ou fomentar minhocas na produção de húmus, matéria essencial na fertilização do solo, contribuindo, pois, no surgimento de novas vidas. Então podemos chamar de frutos. 

Quão importante são as folhas. Estas são responsáveis pela alimentação das árvores, deixarem a nossa craibeira sem folhas é o mesmo que deixar qualquer animal sem intestino ou estomago, grosso modo, é nas folhas que se dá a fotossíntese, isto é, a transformação da seiva bruta em seiva elaborada (glicose) alimento essencial das plantas, como não pode ser diferente da nossa tão amada paratudo do campo jatiúquence. E não fica aí. Por meio desse processo as plantas queimam o gás carbônico e libera o oxigênio, este, fonte da vida no planeta terra, aquele, juntamente com a água, elemento essencial para realização da fotossíntese, a qual se utiliza da luz, e é essa simbiose que se mantém o planeta habitado. Até quando não sabemos ou até que não seja erradicada a última IPÊ-AMARELO-DO-SERRADO, senão vejamos:

“Sem a fotossíntese, não existiria vida em nosso planeta, pois é através dela que se inicia toda a cadeia alimentar. Dai a grande importância das plantas, vegetais verdes e alguns outros organismos”.

“Além disso, como Já vimos, a medida que a planta produz glicose ela elimina oxigênio, e sem oxigênio a impossível sobreviver. Fonte:
www.todabiologia.com”. Então podemos chamar de frutos.

Sua SOMBRA é democrática e sem preconceito, atende incondicionalmente a todos que por ali passa, aos transeuntes que a sua sombra toma seu deforete para renovar as energias, aos viajantes que exausto encontra guarida para aliviar o cansaço e prosseguir viagem, aos moradores da localidade que eternizam suas amizades tendo como testemunha a sombra que os protegem e guarda seus segredos. As crianças, ah as crianças, bem longe está, estas sim, usufrui sem condição à sobra que dela emana, com seus jogos de futebol; bola de gude; piões de bico afiados; jogos de castanhas etc. Os bêbados, sim os bêbados, são bons frequentadores, encharcam o labirinto com bebidas alcoólicas, perde o equilíbrio, uns procuram espontaneamente, outros, são levados compulsoriamente ou por alguma alma caridosa a fim de serem protegidos dos raios solares pela sobra da craibeira. E os namorados, saudades, estes pagam absurdos para sussurrar ao ouvido da sua amada nos prazeres da carne na sombra da craibeira. E os idosos que aproveita a sombra para observar e criticar os paradigmas atuais, dizendo no meu tempo era diferente, como se tempo tem dono. E os estudantes que esperam iniciar aula se deleitando nas algazarras apropriando-se da sombra. E o político de plantão na sombra da Ipê-amarelo-do-serrado, para convencer o eleitor. E o bebedor não habitual que curte a ressaca, inclusive a ressaca moral, confortavelmente na sombra da nossa craibeira. E o alcoólatra que faz da sombra o seu santuário, oratório de lamento e arrependimento. E a fofoqueira; a fuxiqueira; o desempregado; o preguiçoso; os portadores de necessidades especiais corriqueiramente afogam seus tédios na sombra da abobada da craibeira. E os trabalhadores que determinam seus afazeres marcando no chão a hora pela sombra da craibeira. E os vendedores ambulantes, mangaeiro, vendedores de legumes, de verduras, frutas, tubérculos, garapa, quebra-queixo, cocada, gulosemas, tira gosto e pipoca, acirram a concorrência embaixo da craibeira, no frescor da sua sombra. O boi, o cavalo, o Jumento, o galo, todos têm quinhão no inventário da sobra. E o gato depois de acuado pelo seu arqui-inimigo, ligeiramente escala a craibeira, o cachorro para espera-lo se detém na sombra, dorme e perde a presa. Hoje, no corredor da morte, depenada? Ou descabelada? Ou desfolhada? destruída? Destroçada? Decapitada? Decepada, sei lá mais o quê, Eu prefiro DESMORONADA. Portanto perdendo a função de protetor solar; de fornecedora de alimentos; de reprodutora; acolhedora; protetora; sedutora; embelezadora, ornamentadora.

Claro, poderíamos enumerar parte das suas inúmeras funções. Dissecar as utilidades medicinais, função da casca, das raízes, da madeira, dos galhos..., mas o que queremos é mostrar a perda fomentada com a destruição da frondosa craibeira. A cadeia quebrada com a NATUREZA. Com o meio ambiente, com a biosfera, atingindo demasiadamente a biota. Interrompendo bruscamente as reações químicas que dá vida aos seres vivos; eliminando a cadeia alimentar dos micros organismos; influindo na direção dos ventos; provocando desequilíbrio no sistema meteorológico; interferindo na quantidade pluviométrica; elevação da temperatura climática; umidade do ar; deixando mais poluído o ar que respiramos; prejudicando a produção de oxigênio, fonte de vida; deixando de queimar o gás carbônico; altera os lençóis subterrâneos; prejudica o sistema fluvial; assoreia cursos d’água... E mil outras funções que equilibra a natureza, afetando não somente o lugarejo, mas todo bioma, quiçá o sistema como um todo. 

Ora, ora queridos conterrâneos, digo-lhes que o nosso Ipê-amarelo-do-serrado, foi, permita Deus que volte a ser, o maior divulgador da vila de Jatiúca, coisa que o poder público nunca se preocupou. Pois bem, transcendeu fronteiras levando o nome do seu habitat, exibiu sua beleza para levar, como que agradecendo o nome do seu pé de serra a longínquos centros. Quantas curtidas no Fecebook? Quantos compartilhamentos? (Poder público? NÃO). Apenas atraídos pela sua exuberante beleza. Quantos arquivos ocupando espaço em maquinas fotográfico, pelas suas fotos; quantos vídeos em filmadoras carregam sua imagem? Quantos DVDs rodam mostrando suas belezas? Quantos conterrâneos ausentes que saudosamente contemplam fotos em que  ela é a protagonista? Como dito alhures, só para divulgar o nosso Pé de Serra. 

Diz a lenda, que um vaga-lume foi perseguido por uma cobra durante 3 dias, já abatido e não tendo mais forças para continuar se defendendo, rendeu-se à cobra: Ok você venceu, antes de ser comido, quero exercer o direito de lhe fazer 3 perguntas. De pronto aceito pela cobra. Então o vaga-lume: Pertenço a sua cadeia alimentar? Cobra: Não. Vaga-lume: Fiz-lhe algum mal? Cobra: Não. Vaga-lume: Então, por que queres me devorar. Cobra: Porque não aguento mais ver você brilhar. Pode estar aí as razões da destruição da craibeira. Outros?

Jatiúca está mais pobre. Isso mesmo! Jatiúca está mais pobre, perde um patrimônio natural e com ele parte da cultura e outros valores que fazia parte do seu inventario de bens imateriais. Alias, abro mais um parêntese para lembrar com muito pesar do falecimento de um grande AMIGO, filho da nossa Jatiúca, que só gente igual a ele merece ser citado por ser símbolo de HONESTIDADE, o melhor exemplo de vida para os conterrâneos. Aos familiares meus pêsames. AGRIPINO: Um beijo e um grande abraço. Pois é, depois das condolências aos familiares pranteados, retornaremos aos acontecimentos do ponto em que falávamos da deserda de bens imateriais. E é com referência a tentativa de destruição da craibeira, ou Ipê-amarelo-do-serra, que esses desapareceram, assim nunca mais vamos ouvi, ao meio dia, o cantar de uma nota só da rolinha fogo-pagou oferecido aos habitantes na ribalta da craibeira; Também não ouviremos mais, o estridente zunido da cigarra anunciando que é verão e o sol se encontra no zênite; o serra-pau não poderá mais usar suas serras afiadas pela natureza; o joão-de-barro não demonstrará mais sua habilidade na construção de sua própria casa, e sem igual, só ele sabe fazer. Pelo jeito vai esperar as casas populares, paciência! O beija-flor, não encantará mais ninguém com o bailado das suas azas para beijar a flor, não tem mais pólen, ficou estéreo não polinizará e agora que há; a casaca-de-couro não tem mais graveto para construir seu rude ninho e nem galhos para embalar suas toadas no galope a beira mar, que tanto alegra ficavam os habitantes da localidade; o galo da campina, deixou de anunciar a aurora quando desponta o sol, com seu canto inimitável que impressiona quem ouve; o bem-te-vi, o pardal, lavandeira, o golinha, o papa-arroz, o sabiá... perderam seus palcos, não haverá mais shows, Os atores mudarão de teatro enquanto os espectadores sem consolo morrerão: Alguns de banzo, outros de tédio, mas a recompensa ou pena cada um tem, conforme a culpabilidade. Por exemplo: A minha pena é “zero”, proporcional ao número de voto. Já calculou a sua? Não? Calcule, fácil: É proporcional ao número de votos.

Muitas localidades e algumas instituições têm um símbolo ou algo que o represente. França: a Torre Eiffel; Estados Unidos: Estátua da Liberdade; Espanha: Touro/toureiro, Triunfo: Um arco na entrada da cidade. Santa cruz da Baixa Verde: Um portal. Náutico: Timbu. Maçonaria: Acácia... Jatiúca poderia atribuir seu símbolo como sendo a Craibeira, ainda que tenha alguns com simpatia pela pinheira. 

Convidamos os poderes do município, legislativo e principalmente o executivo a respeitar a vontade da maioria, o que não é incompatível com regime democrático. Na esteira dos acontecimentos precisamos de socorro para a nossa craibeira. Estar mais do que patente, que como dito alhures, foi feita uma poda desastrosa por pessoas que, talvez, não tenha especialidade para o serviço, sem nenhum conhecimento de botânica, prova cabal é que tirou toda folhagem existente e a galhada mais fina, onde nasceria folhas mais rápido, rasteiramente falando, órgãos de vital importância para os vegetais, pois é na folhagem que são processados os alimentos das planta, conforme acima exposto. Do contrário foi proposital, com intenção de eliminar. De qualquer sorte, proposital ou não, é premente e de responsabilidade da municipalidade disponibilizar especialista com formação na área para cuidar da nossa indispensável CRAIBEIRA, OU PARATUDO DO CAMPO, sem prejuízo de outras providencias. 

Voltando ainda aos poderes constituídos do município, pugnamos por mais respeito com os bens públicos, principalmente àqueles que não dão frutos palpáveis, como sendo no caso da craibeira, mas que é um poço de benefício para o planeta. Quantos frutos simbólicos são melhores do que muito palpável. Vemos que têm muitos desses frutos no evangelho de João 15.1-2, já mencionado no início. Lá encontramos o fruto da verdade, o fruto da caridade, o fruto da bondade, fruto da honestidade, fruto do amor, frutos limpos em galhos limpos, basta querer vê. Entretanto o senhor recomendou cortar os ramos que não dão frutos, basta querer ver. Vejo, hoje, esses ramos sendo os políticos que não dão frutos e ainda tiram os frutos dos galhos bons, como: Mensalão, lava jato, anãs do orçamento; presidentes, governadores e prefeitos que não têm compromisso com o povo, ocupa o cargo apenas para se locupletarem, Que verem os necessitados morrerem nas macas de hospitais e outro sucumbe mesmo antes de chegar a maca e desvia o dinheiro... Para cortar esses ramos que não dão frutos ou dão frutos ruins, temos a ferramenta: motor serra mais potente do que o que cortou a craibeira, machado mais poderoso do que o que decepou a craibeira, foice mais afiada do que a que aniquilou a craibeira. O “VOTO” BASTA AVALIAR. 

Diante de tal absurdo, repudiamos e lamentamos a atitude da municipalidade em mandar praticar o infeliz ato do corte da craibeira. Pois, se assim não procedeu pedimos escusas, entretanto, tem o dever de mandar apurar os fatos e punir os culpados, exigindo recompensa. Porém, se agiram sob as ordem emanada do município o dever é remediar, tentar recuperar, embora não voltará o estado anterior, ou plantar outra no lugar.


Reginaldo Furtado
Maio/2015



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