10 de maio de 2015

Postagens esquisitas e sexuais se tornam virais nas redes sociais



Quando pensamos que já vimos de tudo nesta vida, a internet nos surpreende com mais uma novidade. Quem lembra da belfie (butt+selfie) ou selfie do bumbum? E o aftersex? Isso sem falar nas dicas para engrossar os lábios ou as fotos com caretas e fitas adesivas. Esses são apenas alguns exemplos das bizarrices que surgem a todo tempo na web, mais especificamente nas redes sociais. Uma das mais recentes tendências está sendo chamada de ‘mangina’, na qual homens posicionam seu pênis para trás e cruzam as pernas, sugerindo uma vagina. As imagens são postadas nas redes sociais como Facebook ou Instagram.

Ideologicamente, o mangina é uma corrente em que homens apoiam as mulheres apenas por serem mulheres. A palavra surgiu da união dos termos "man" (homem em inglês) e vagina. Existe uma corrente que aponta os adeptos da proposta como complexo de inferioridade. Há ainda aqueles que consideram os manginas como homens castrados psicologicamente.

Apesar da proposta ideológica, as redes estão cheias de homens que fogem da seriedade e brincam com o tema. Para o doutor em comunicação e pesquisador de Cultura Pop, Thiago Soares, a internet é um campo fértil onde as pessoas têm toda disponibilidade de acesso à sites com conteúdo sexual o que acaba sendo refletido em comportamento das pessoas na cultura virtual.



“Nunca se viu tanta genitália. Hoje as pessoas perderam os pudores e tem compartilhado esse tipo de imagem. Em geral, tudo que tem conotação sexual ou de duplo sentido acaba sendo viralizado, por isso esse tipo de conteúdo faz tanto sucesso na web˜, avaliou Thiago Soares, que também é professor de Comunicação Social na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Além da moda do mangina, os usuários das redes sociais também têm resignificado ferramentas como o Dubsmash. O aplicativo de dublagem, que já tem mais de 20 milhões de downloads, tem ganhado vídeos em versões mais sexuais, e um tanto “esquisitas”, das músicas propostas pelo app. Assim, o que surgiu primeiro como brincadeira acabou descambando para o trash.



“Todos os aplicativos sofrem essa ressignificação que muda de acordo com a cultura de cada lugar. Em geral, assim que as pessoas cansam de usar o app para o que ele foi pensado e proposto elas transformam em algo sexual. Um exemplo disso é o Dubsmash, que agora ganhou vídeo até sensuais que acabam se tornando grotescos”, explicou o especialista.

Na opinião de Thiago Soares, a internet pautou na vida das pessoas para que elas olhem as coisas que são “feias”, sejam as imagens mal definidas ou a comunicação através dos Memes, assim como os conteúdos que causam mais estranhamento. “Alguns perfis de celebridades, por exemplo, estão repletos de postagens toscas, trollagens, montagens grotescas que beiram o escatológico, porém muito consumidos”, ressaltou o estudioso da Cultura Pop.



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