20 de maio de 2015

OIT teme que alta do desemprego no Brasil eleve a desigualdade


Ao fim de 2014, desemprego no País era de 6,8%, depois de vários anos de queda

O desemprego no Brasil vai aumentar em 2015. O alerta é da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que revela estar "preocupada" com o impacto disso nos ganhos sociais obtidos pelo País nos últimos dez anos.

Oito anos depois da eclosão da crise econômica, o desemprego no mundo chega a 201 milhões de pessoas ao final de 2014, 30 milhões mais que em 2008. Os dados são da OIT que, em seu informe anual, também aponta que 61 milhões de postos de trabalho foram destruídos desde então, o que significa que milhões de pessoas abandonaram a busca por trabalho.

Até agora, porém, a crise vinha afetando de forma especial os países ricos. Mas, desde o fim de 2014, a constatação é de que essa também é uma realidade brasileira. "O panorama da economia brasileira piorou muito", declarou Raymond Torres, autor do informe anual da OIT sobre o desemprego no mundo. "Estamos preparando novos dados e que serão publicados em setembro. Mas, infelizmente, veremos um salto no desemprego no Brasil", disse.

Ao fim de 2014, o desemprego no País era de 6,8%, depois de vários anos de queda, acima da média mundial de 5,7%. Mas, para a OIT, a falta de crescimento da economia e a falta de estratégia do País em diversificar sua economia agora cobrarão um preço alto. "O ponto fraco da economia brasileira é de que ela não se diversificou", alertou Torres. "É possível que uma nova etapa da economia tenha chegado", disse. "O que tememos é o eventual impacto social. Seria lamentável que esse novo cenário levasse a uma volta do crescimento da pobreza", indicou.

Nos últimos 25 anos, o número de pessoas na América Latina que ganham menos de US$ 2 por dia foi reduzido de 16% para apenas 5% em 2014. Entre aqueles que ganham entre US$ 2 e US$ 4, a taxa passou de 22% da população em 1991 para 13% em 2014.

O desafio não é apenas do Brasil. Segundo a OIT, criar mais de 40 milhões de empregos por ano para a geração que entra no mercado de trabalho no mundo "será um enorme desafio".

Por ano, a criação de empregos tem aumentado em apenas 1,4% desde 2011. Ainda que a taxa seja superior ao do auge da crise, entre 2008 e 2010, ela continua abaixo da média entre 2000 e 2007. Uma situação mais dramática vive a Europa e os países ricos, onde o crescimento da geração de emprego não passa de 0 1% por ano desde 2008.

Em 2014, o mundo tinha 61 milhões de pessoas a menos empregadas comparado com o número que seria registrado se a tendência de crescimento do trabalho do período pré-crise tivesse continuado, alertou a OIT. Metade das pessoas simplesmente deixaram de buscar trabalho e sequer fazem parte da conta dos 201 milhões de desempregados e que, para considerações estatísticas, ainda buscam um trabalho.

Uma a cada três pessoas no mundo que perdeu o emprego por conta da crise é europeu ou vive em um país desenvolvido, como EUA e Japão. Na América Latina, o desemprego subiu de 5,2% para 5,5% entre 2013 e 2014, voltando aos níveis de 2007.(Folha-PE)



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