20 de maio de 2015

IML acumula corpos por causa de paralisação da Polícia Civil

Representantes do Sinpol estiveram em frente ao IML, comunicando sobre a suspensão dos serviços.

Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem


Com a maioria dos serviços suspensos nesta terça-feira (19), cadáveres deixaram de ser liberados

A paralisação de 24 horas da Polícia Civil de Pernambuco deixou, pelo menos, 23 corpos acumulados, até as 18h desta terça-feira (19), no Instituto Médico Legal (IML). Desavisados sobre a suspensão dos serviços, pessoas buscaram atendimento no órgão, em Santo Amaro, área central do Recife, para a liberação de cadáveres de familiares, sem sucesso. Segundo o IML, todos os serviços serão retomados normalmente amanhã (20), às 8h. Além do órgão, ficaram paralisados, hoje, o Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB) e o Instituto de Criminalística (IC). A emissão de documentos e os registros de boletins de ocorrência (BO) também foram suspensos. Apenas delegacias de flagrantes e serviços emergenciais continuaram funcionando.

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) realizou diligências de fiscalização nas delegacias do Recife e entregou cartas de esclarecimento à população nos semáforos mais movimentados da capital pernambucana.




No texto, a entidade explica que a polícia está sofrendo um processo de sucateamento e, por isso, não consegue realizar seu trabalho corretamente. “Faltam recursos para a segurança, não há material de trabalho suficiente, nem equipamentos necessários para o bom desempenho”, diz a carta.

O Sinpol se reunirá com a Secretaria Estadual de Administração (SAD) na quinta-feira (21), às 8h, na sede do órgão. A entidade vai negociar a pauta de reivindicações da categoria. Entre os principais pontos cobrados, estão a fixação da gratificação por função policial em 225%, modificações no Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), inclusão dos peritos papiloscopistas no quadro técnico da polícia e reposição inflacionária para o ano base 2015.

De acordo com o secretário-geral do Sinpol, Douglas Lemos, em junho, será realizada uma nova passeata, seguida de assembleia, para decidir os rumos do movimento grevista. “O sindicato está aberto ao diálogo. Só estamos lutando por condições dignas. A partir da negociação com o governo, a categoria decidirá sobre uma nova paralisação ou até mesmo uma greve”, revelou.

Os policiais civis anunciaram a paralisação na última quarta-feira (13), depois de uma reunião entre o Sinpol e representantes da SAD. No mesmo dia os policiais realizaram uma passeata pelas ruas do Centro do Recife.

Em nota, a Secretaria de Defesa Social (SDS) lamentou os transtornos da paralisação. Confira a íntegra do documento:

A Secretaria de Defesa Social – SDS lamenta os transtornos provocados para a sociedade com a paralisação de algumas categorias de policiais civis nesta terça-feira (19/05), principalmente no Instituto de Medicina Legal - IML, onde houve interrupção na liberação de corpos para suas famílias, e no Instituto de Identificação Tavares Buril - IITB e Expressos Cidadãos, onde as emissões de carteiras de identidade foram suspensas.

A SDS destaca que o Governo do Estado mantém mesa permanente de negociação através da Secretaria de Administração com as categorias representadas pelo Sinpol, já tendo realizado três reuniões e desde a semana passada estavam agendadas duas novas reuniões para esta semana, nos dias 18 e 21/05, tendo o referido sindicato informado a impossibilidade de comparecimento à reunião do dia 18.

Nesta quarta-feira, a SDS buscará normalizar todos os atendimentos.(JC)



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