22 de abril de 2015

Lava Jato pode causar até 40 mil demissões no País em quatro meses, incluindo Pernambuco

FOCO No centro do escândalo da Petrobras, refinaria já cortou 5.700 empregos. Foto: Heudes Regis

O setor naval pode perder até 40 mil postos de trabalho até agosto. A Câmara Federal discutiu nesta quarta (22) os impactos da operação Lava Jato nas empresas e empregos do País. Tomando como exemplo a demissão de 5.700 somente na Refinaria Abreu e Lima, as comissões de Fiscalização Financeira e Controle e a de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara juntaram em uma audiência pública empresários, sindicalistas e políticos para discutir a quantidade crescente de cortes de postos de trabalho.

Nos debates foi citado um estudo do Grupo de Economia & Soluções Ambientais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com foco na suspensão de investimentos da Petrobras na ordem de R$ 27,5 bilhões em 2015, o que provocaria a perda de mais de 1 milhão de empregos no Brasil até o fim do ano. Mas em um horizonte ainda mais curto, o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha, prevê que só nos estaleiros do País de 30 mil a 40 mil pessoas perderão seus empregos nos próximos quatro meses. Segundo ele, a construção de módulos que era realizada no Rio Grande do Sul será terceirizada para a China.

Somente esta semana o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) já demitiu 450 pessoas. Em setembro o quadro da empresa tinha 6 mil funcionários. Agora conta com 4 mil trabalhadores. Mas o cenário pode se deteriorar ainda mais.

A situação não é nada simples, especialmente levando em consideração que o escândalo da Petrobras gera dois tipos de efeitos. Os diretos decorrem da suspensão formal da contratação pela Petrobras de 25 empresas, dentre as quais 13 construtoras em grandes projetos de petróleo e gás, a exemplo da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Mas há também os efeitos indiretos, já que as mesmas empresas já abandonaram ou desaceleraram obras como a transposição do São Francisco, a requalificação da BR-101, e afetam contratos com os estaleiros, especialmente a Sete Brasil.(JC)



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