25 de abril de 2015

Hipertensão: o mal silencioso que mata mais de 17 milhões de pessoas todos os anos



No próximo domingo (26), é comemorado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A doença é a principal causa de infartos e derrames no mundo

Dona Socorro Cardoso tem 60 anos. Mãe de três filhos, ela convive há mais de duas décadas com um mal silencioso responsável pela morte de 17,1 milhões de pessoas anualmente em todo o mundo, a hipertensão. No Brasil, são 300 mil mortes por ano, 820 mortes por dia, 30 mortes por hora, uma morte a cada dois minutos, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. A pressão alta faz com que a dona de casa conviva com uma rotina de medicamentos e cuidados. Ela engrossa as estatísticas da Secretaria Estadual de Saúde, que atende mais de 2,6 milhões de pessoas com a doença na rede de Atenção Básica. Mas o que é hipertensão? E por que essa doença é tão perigosa?

No próximo domingo (26), é comemorado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A doença é causada quando a pressão que vem do coração se faz de maneira intensa nos vasos sistêmicos e alcança valores maiores que o aceitável, 12 por 8. "É importante que as pessoas entendam os sinais do corpo mostrando que algo não vai bem. São dores de cabeça, principalmente na nuca, falta de ar, insônia, até irritabilidade. Quem já tem histórico familiar deve ter atenção maior porque a pressão alta também pode ser assintomática", esclareceu a cardiologista Fátima Buarque, coordenadora da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital da Restauração.

Em dona Socorro, o alerta veio através de dores de cabeça fortes e frequentes. "Fui para a emergência, e o médico disse que era emocional, ainda assim me mandou para o cardiologista. Fiz alguns exames e descobri a hipertensão. Já cheguei a ter 19 por 13, mas nunca foi nada grave", contou a dona de casa. A preocupação dela é justificável. "A hipertensão arterial é uma das principais causas de infarto agudo do miocárdio e derrames. Está entre as principais causas de morte no mundo inteiro", ressaltou a cardiologista. A pressão alta ainda pode levar à insuficiência renal e problemas na visão.

Para controlar a doença, é essencial a visita ao médico. As dicas são de quem já se adaptou à rotina imposta pela doença. "Quando descobri que era hipertensa, cheguei a passar três meses sem comer sal e tomei vários remédios. Até me considero privilegiada por ser magra, mas também não bebo e isso ajuda. Evito frituras, gorduras, salgadinhos. Prefiro ir andando para os lugares, já que não faço atividade física sempre. A única coisa que ainda preciso é parar de fumar. Sei que assim estou me prejudicando, mas tenho me esforçado", ensinou dona Socorro.



Lafepe
O Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) produz quatro medicamentos anti-hipertensivos que são vendidos para as secretarias municipais de Saúde. Os órgãos repassam gratuitamente aos pacientes através do Sistema Único de Saúde. Os remédios distribuídos são: hidroclorotiazida, propranolol, furosemida e captopril.(DP)



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