5 de março de 2015

Primos do cantor José Rico guardam recordações no Sertão pernambucano

José Alves dos Santos nasceu em São José do Belmonte no ano de 1946. Da casa onde viveu a infância, restaram tijolos e contornos do alicerce.



O cantor sertanejo José Rico, falecido na terça-feira (3), nasceu em 20 de junho 1946 em São José do Belmonte. Da casa onde viveu a infância, no Sítio Barra de São Pedro, restaram contornos do alicerce e alguns tijolos, mas a população deste município do Sertão pernambucano guarda recordações e fotos históricas do artista.

Batizado com o nome José Alves dos Santos, o pequeno sertanejo já dava sinais de que era apaixonado por música. "Ele gostava de cantar desde criança", conta a prima Nenira Monteiro. Mas a adolescência chegou e levou a voz do menino para longe. Em 1959, foi com a família em um pau de arara para o estado do Paraná, a fim de trabalhar nas lavouras de café. O primo Joaquim Oliveira fez com eles esta viagem, que levou 16 dias. "Trouxeram assim uns pão e Zé Rico chorando pra comer os pão, e a mãe dele brigava", lembra-se, aos risos.

Já em São Paulo, com o mineiro Romeu Januário de Matos, o Milionário, José Rico se tornou um dos principais ícones da música sertaneja de fato, a partir dos anos 1970. Ao longo da carreira, os músicos venderam pelo menos 30 milhões de cópias. A fama, no entanto, não o impediu de reconhecer os conterrâneos. "Tive com ele em Triunfo [Pernambuco] na festa, tive no Carnaval do Rio de Janeiro. Encontros marcantes, batemos muitas fotos", conta o caminhoneiro Nouremberg de Carvalho, primo do artista. Já Virgílio Nogueira relata um encontro ocorrido há quatro anos. "Ele veio direto pra mim e me abraçou. Me chamava de Dilo: 'Dilo de tia Calurinda!' E me abraçou e tiraram meio mundo de fotos pra lá".



E não são somente encontros que marcam as recordações dos familiares. A inspiração musical, como não seria diferente, deixou sementes. Ivan Pereira gosta de, ao violão, lembrar-se do primo. "Eu sou um 'fã fanático' dele e parente e, por isso, eu gosto muito das músicas. Toco e canto com muito orgulho".





Luto na música sertaneja
José Rico estava internado há dois dias em um hospital de Americana, onde morava há 30 anos. Segundo o boletim médico, o artista teve insuficiência do miocárdio, seguida de parada cardíaca. Casado com Berenice Martins Alves dos Santos, tinha dois filhos gêmeos, Samy e Sara. Após velório na Câmara de Vereadores do município, o pernambucano foi sepultado no Cemitério da Saudade, na manhã desta quarta-feira (4), ao som da música "Estrada da Vida". O local ficou lotado. Entre os presentes estava Milionário. Em nota, a dupla Chitãozinho e Xororó disse que José Rico era um grande parceiro. "Faltam palavras para descrever nosso sentimento, mas sobram muitas lembranças de todos momentos que estivemos juntos. Perde a música brasileira”, afirma o documento.

Veja o vídeo no G1, clique aqui!




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